Ave Do Dia!!!!!
Coruja Buraqueira (Athene cunicularia) :
A coruja-buraqueira é uma ave strigiforme da família Strigidae. Com o nome científico cunicularia (“pequeno mineiro”) recebe esse nome, pois vive em buracos cavados no solo. Vivem no mínimo 9 anos em habitat
selvagem. Costumam viver em campos, pastos, restingas, desertos,
planícies, praias e aeroportos. Também são conhecidas pelos nomes de
caburé, caburé-de-cupim, caburé-do-campo, coruja-barata,
coruja-do-campo, coruja-mineira, corujinha-buraqueira,
corujinha-do-buraco, corujinha-do-campo, guedé, urucuera, urucuréia,
urucuriá, coruja-cupinzeira (algumas cidades de Goiás) e capotinha.
Seu nome significa: do (grego) Athene = divindade grega Atena; e do (latim) cunicularius, cuniculus = mina, mineiro, túnel, passagem subterrânea. ⇒ coruja mineira ou coruja que cava túneis.
Características
Ave de pequeno porte, seu tamanho médio é de 23 centímetros. Possui a cabeça
redonda, sem penachos e os olhos estão dispostos lado a lado, num mesmo
plano. As sobrancelhas são brancas e os olhos amarelos. A coloração é
cor-de-terra, mimética, podendo apresentar plumagem em tons de ferrugem causada por solos de terra roxa (coloração adventícia).
Ao contrário da maioria das corujas o macho é ligeiramente maior que a
fêmea e as fêmeas são normalmente mais escuras que os machos. Tem voo
suave e silencioso.
Ela tem que virar a pescoço, pois seus grandes olhos estão dispostos
lado a lado num mesmo plano. Essa disposição frontal proporciona à
coruja uma visão binocular
(enxerga um objeto com ambos os olhos e ao mesmo tempo). Isso significa
que a coruja pode ver objetos em três dimensões, ou seja, com altura,
largura e profundidade. Os olhos da coruja-buraqueira são bem grandes,
em algumas subespécies
de corujas são até maiores que o próprio cérebro, a fim de melhorar sua
eficiência em condições de baixa luminosidade, captando e processando
melhor a luz disponível. Além de sua privilegiada visão, a buraqueira
possui uma ótima audição, conseguindo localizar sua presa com apenas
este sentido.
Não possuem topetes na orelha, têm um disco facial
aplainado. Sua sobrancelha é branca, possui um remendo branco no
queixo, que se assemelha a uma boca grande desenhada. As corujas adultas
possuem um tom de cor forte, têm o peito e a barriga com coloração
parda, traços cor de terra, variações de marrom, que lembram manchas e
barras. As corujas jovens são similares
na aparência, mas são gorduchinhas, desengonçadas, com as penas
descabeladas e coloração leve. Seu peito é totalmente branco, sem as
variações marrons, possuem uma barra amarela passando por toda asa
superior. Os machos e as fêmeas são similares no tamanho e na aparência,
entretanto os machos adultos são ligeiramente maiores e as fêmeas,
normalmente, mais escuras que o macho. O maior inimigo da coruja
buraqueira é o homem, visto que, por ser uma ave de rapina,
essa espécie quase não tem predadores naturais. Entretanto, o danoso
trânsito de carros sobre a vegetação da praia é o principal fator da
destruição da coruja buraqueira, juntamente com outras espécies da fauna
da praia que compõem a cadeia alimentar, pois, ao passarem sobre a boca
dos ninhos, esses veículos soterram o túnel, matando mãe e filhotes
asfixiados debaixo da camada de areia em que se encontram.
Alimentação
É uma predadora de pequeno porte com hábito carnívoro-insetívoro, sendo considerada generalista
por consumir as presas mais abundantes de acordo com a estação, tendo
preferência por roedores. As ordens de insetos consumidas são:
coleópteros (besouros), ortóptera (grilos e gafanhotos), díptera,
himenóptera. Entre os vertebrados consumidos, são representados pelos:
roedentia, marsupialia, amphibia, répteis squamata, microquiroptero
(morcegos verdadeiros).
Reprodução
A reprodução da coruja-buraqueira começa entre março ou abril. Faz seus ninhos
em cupinzeiros, buracos de tatu e buracos na areia em regiões
litorâneas, costumando cavar túneis de até 2 metros e forrar o fundo com
capim seco. O casal se reveza, alarga o buraco, cava uma galeria
horizontal usando os pés e o bico
e por fim forra a cavidade do ninho com capim seco. As covas possuem,
em torno de 1,5 a 3 metros de profundidade e 30 a 90 centímetros de
largura. Ao redor acumula estrume e se alimenta dos insetos atraídos
pelo cheiro. Botam, em média de 6 a 11 ovos; o número mais comum é de 7 a
9 ovos. A incubação dura de 28 a 30 dias e é executada somente pela
fêmea. Enquanto a fêmea bota os ovos, o macho providencia a alimentação e
a proteção para os futuros filhotes. Os cuidados da cria, enquanto
ainda estão no ninho são tarefa do macho. Os filhotes saem do ninho com
aproximadamente 44 dias e começam a caçar insetos quando estão com 49 a
56 dias. Os filhotes, ao escutarem o alerta, entram no ninho, enquanto
os adultos voam para pousos expostos e atacam decididamente qualquer
fonte de perigo para os filhos. Podem defender o ninho, voando em
direção a um predador potencial, inclusive pessoas, desviando no último
momento, visualizada várias vezes vocalizando e espantando invasores como cachorros e gatos.
Distribuição Geográfica
Ocorre do Canadá à Terra do Fogo, bem como em quase todo o Brasil com
exceção da bacia Amazônica.
Já existem registros fotográficos comprovando a ocorrência da coruja
buraqueira (Athene cunicularia) em todos os Estados brasileiros,
incluindo a bacia Amazônica. Provavelmente vem se beneficiando do
desmatamento ao longo das rodovias, como as BR 319 e BR 174 para
expandir sua área de distribuição na Amazônia. Hoje, já é uma ave
relativamente comum nas áreas ao redor de Manaus. Exceção de registro
fotográfico até o momento, é tão somente para o Amapá.
Fontes:
Imagens: Próprias.
Texto:http://www.wikiaves.com.br/coruja-buraqueira
Espero que Gostem!!!
Fiquem com Deus!!!
Bjs!!
Mônica Travensolo.